Vida Urbana | 29/01/2018 - 12:47

Fiscalização contra trabalho escravo é uma das exigências de produtos orgânicos

Foto: Pixabay

Autor: Da Redação / Com informações Agência Brasil


Esta semana, declarada como Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, tem o objetivo de alertar sobre desse crime que, infelizmente, ainda é recorrente no Brasil. Este ano se comemora 130 anos da promulgação da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no País, em 1888.

Nem todo mundo sabe, mas, uma das diretrizes da produção de orgânicos define que "para um produto ser considerado orgânico ele não pode ter qualquer tipo de trabalho escravo ou análogo à escravidão durante a sua cadeia produtiva".

Ou seja, todo o método de produção de orgânicos deve ser sustentável, isso inclui a recusa de venenos, pesticidas — ou qualquer coisa que prejudique a natureza — ou que não respeite os direitos e a integridade humana.

Quando você compra uma roupa ou qualquer outro produto orgânico certificado você tem a certeza de que ele não teve trabalho escravo em nenhuma etapa da sua produção. Essa garantia é feita pelos órgãos licenciadores que realizam uma fiscalização séria nesse sentido.

O segmento de orgânicos é totalmente rastreável, pelas exigências de certificação e pelo próprio conceito do movimento orgânico de respeitar as leis trabalhistas.

Trabalho escravo no Brasil

Dados do Observatório Digital do Trabalho Escravo, apontam que entre 2003 e 2017, mais de 43 mil pessoas foram resgatadas em situações análogas à escravidão no Brasil. Entre os resgatados, 77,28% são negros, pardos ou indígenas, 94,89% são homens e 72,56% são analfabetos ou têm até o 5° ano incompleto.

Qualquer cidadão pode denunciar a prática de exploração análoga ao trabalho escravo em postos de atendimento do Ministério do Trabalho ou por meio do Disque 100.

 

 

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