Ecologia e Meio Ambiente | 02/12/2017 - 09:19

Conheça cinco 'superfrutas' nativas da Mata Atlântica que estão a beira da extinção

Autor: Da Redação / Com informações BBC Brasil


Já ouviu falar de grumixama? Bacupari-mirim? E ubajaí? Dificilmente a resposta vai ser positiva.... Isso porque essas frutas são nativas da Mata Atlântica e muito raras de se encontrar. No entanto, por conta de seus vários benefícios à saúde, cientistas brasileiros acreditam que essas podem ser consideradas as novas 'superfrutas'.

De acordo com pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com a Universidade de São Paulo (Usp) que analisou as cinco 'superfrutas' em questão: a grumixama (E. brasiliensis), a cereja-do-rio-grande (E. involucrata), o araçá-piranga (E. leitonii), o bacupari-mirim (Garcinia brasiliensis) e o ubajaí (E. myrcianthes), estas são ricas em antioxidantes e possuem boa eficiência anti-inflamatória no organismo.

As cinco frutas podem ser encontradas em toda a Mata Atlântica, mas têm aparecido mais no Sul e Sudeste brasileiro.

O autor do estudo, Pedro Rosalen, afirmou em entrevista à BBC Brasil, que o objetivo da pesquisa é encontrar 'novos açaís' — frutas nativas brasileiras com valores nutricionais importantes e que pudessem gerar retornos científicos e econômicos para o Brasil.

Dentre as cinco 'superfrutas' destacam-se a cereja-do-rio-grande e a grumixama justamente pelas suas propriedades antioxidantes. Isto é, possuem substâncias que combatem o envelhecimento das células e consequentemente o aparecimento de doenças degenerativas. Alimentos ricos em antioxidantes normalmente são denunciados pela sua coloração roxa ou avermelhada, como é o caso da beterraba, mirtilo, frutas vermelhas e etc.

Aumento da distribuição
Os pesquisadores acreditam que para aumentar o acesso da população a essas frutas é preciso firmar parcerias entre sítios e produtores rurais com 'colecionadores' dessas frutas residentes no interior de São Paulo. “Depois que apresentamos as pesquisas, várias pessoas já nos ligaram perguntando onde podem encontrar essas frutas para consumir. Elas ainda têm um mercado muito pequeno, a ciência tem que mostrar que elas têm um diferencial”, disse Severino Matias de Alencar, coautor do estudo.

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